Se este fantástico ser físico e não físico vive escolhendo os meios para satisfazer suas necessidades; se ao interagir com esses meios experimenta emoções que geram sentimentos; se a natureza dessas emoções e sentimentos é o grande indicador da qualidade de sua vida, o ponto mais importante a ser compreendido agora é: o que de fato determina a natureza, a qualidade de suas emoções, ou, mais especificamente, o que determina seus sentimentos?
O que faz com que este ser, ao experimentar uma emoção, crie um sentimento positivo ou negativo diante de um estímulo recebido?
A resposta a esta questão fundamental já vem sendo, de alguma forma mencionada nos textos anteriores, e em uma palavra, é: significado! O significado que damos ao que nos acontece, às emoções provocadas pelos estímulos que recebemos em nossa interação com o meio ambiente, é essencial! É ele que nos fará experimentar um sentimento positivo ou negativo!
Embora pensar, raciocinar, interpretar uma emoção ou um sentimento possa alterar essa própria emoção ou sentimento, para melhor compreendermos a importância do significado, a partir deste momento vamos retomar uma separação conceitual entre emoção e sentimento: passamos novamente a considerar a emoção em sua manifestação inicial no corpo, e o sentimento como uma emoção à qual foi atribuída um significado; ou seja, um sentimento é igual a uma emoção física interpretada!
Provavelmente, você já deve ter ouvido em diversas ocasiões a frase ‘nada tem valor absoluto; tudo tem o valor que você dá‘. Essa afirmação expressa, de forma definitiva, a importância do significado que damos ao que chega até nós, aos estímulos a que estamos expostos e às emoções que sentimos. É este significado que cria a nossa realidade interna e que define como nos sentimos, qualquer que seja a realidade concreta, externa, que nos cerca.
Este é o elemento que responde à pergunta colocada no cabeçalho do texto: se você, ao se deparar com um dia chuvoso sentiu no corpo as emoções de cansaço, indisposição, moleza, desânimo, traduzidas como sentimentos de chatice e tristeza, e seu vizinho, diante do mesmo dia, sentiu emoções de vigor, disposição, ânimo, interpretadas e traduzidas como sentimentos de alegria e de gostosa agitação e ansiedade, foi exatamente por que vocês dois deram significados diferentes ao mesmo estímulo, ao mesmo dia.
Você pode ter pensado ‘xi, vai ser um dia complicado esse; será desconfortável, um ‘saco’ trabalhar e se molhar hoje com essa chuva fria…’; já seu vizinho pode ter pensado algo do tipo ‘que dia ideal para curtir um bom vinho e uma pizza com os amigos! ’…. O dia, lá fora, é o mesmo para os dois, mas internamente tem significados completamente distintos, logo, desperta emoções e sentimentos totalmente diferentes.
Nesse contexto, portanto, o significado é tudo: é o grande determinante de nossos sentimentos, podendo dar outro sentido a nossas emoções e que, em síntese, pode ser entendido como o mais importante de todos os fatores responsáveis por nosso bem-estar (ou por nosso mal-estar)!
Agora é de se supor, naturalmente, que você se questione: se esse tal de significado é tão importante, então, qual sua origem, de onde ele vem? O que o cria, o que o define? O que o influencia? Vale adiantar que, de modo geral, na maior parte das vezes, ele se origina do que podemos chamar de nosso ‘Sistema Interno de Interpretação´ utilizado por nosso intelecto para definir a qualidade de nossas emoções e criar nossos sentimentos. Discutiremos melhor isso em nossa próxima parada, nesse caminhar através dessas Reflexões.
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