Série

Reflexões

12. SR - As Fontes Que Dão Origem Aos Significados (Parte I)

De onde se originam os significados que Você atribui a tudo que lhe acontece?

Ao longo da jornada em busca da satisfação de nossas necessidades fundamentais, vimos que, além de escolher os meios para satisfazê-las, atribuímos também significados aos estímulos e às emoções decorrentes da interação com esses meios. Esses significados definem a qualidade das emoções que experimentamos e criam nossos sentimentos, o que, por sua vez, acaba por determinar a qualidade da vida que levamos. Resulta daí a enorme importância de compreendermos como se originam esses significados e quais os elementos que tem influência crítica na sua formação.

 

As mesmas estruturas que estão por trás das escolhas que fazemos sobre os meios para satisfazer nossas necessidades, já discorridos em temas anteriores de nossas Reflexões, também são responsáveis por determinar quais significados serão adotados para interpretar o que nos acontece, ou, em outras palavras, como decidimos identificar e valorizar os estímulos que recebemos e as emoções que sentimos.

 

Estamos novamente nos referindo aqui à dimensão não física do ser humano, ao seu interior, e, mais especificamente, ao intelecto e sua capacidade de raciocínio, ao mental, cuja função possibilita acessar memórias e escolher interpretações. Já mencionamos que essas funções, segundo os estudiosos do assunto, se localizam no neocórtex, estrutura cerebral mais desenvolvida em nós, animais humanos.

 

Como todo ser vivo, pode-se dizer que nosso organismo dispõe de um conjunto de ‘programas operacionais’ que regula as funções básicas do corpo, como os sistemas respiratório, digestório, dentre vários outros, conforme já relatado nos temas iniciais de nossas Reflexões. Nós, enquanto seres humanos, também dispomos de um conjunto de ‘programas específicos’ que organiza todas as memórias e referências internas, bem como o acesso a elas para colher subsídios que possibilitem fazer interpretações e atribuir significados.

 

A esses ‘programas específicos’ vamos, aqui no ambiente restrito de nossas Reflexões, convencionar chamá-los de “Sistema Interno de Interpretação”.

 

Tais memórias e referências internas correspondem a todas as nossas tendências herdadas (dons, talentos e características psicofísicas); a todos as habilidades adquiridas; a todos os registros emocionais e de sentimentos positivos ou negativos experimentados ao longo da vida; às crenças, valores e hábitos aprendidos e consolidados, além de traumas reprimidos ou recalcados, por exemplo, gerados por experiências negativas que vivenciamos.

Essas referências, quando classificadas e organizadas, geram parâmetros que passam a se constituir em formas padronizadas e automáticas de avaliar e julgar, semelhantes à ‘jurisprudência’ do mundo do direito. Nosso Sistema Interno de Interpretação utiliza essas formas já padronizados para agilizar a função de interpretar os novos estímulos e as novas emoções, comparando-os com o que já foi sentido antes.

 

Esse padrão, ou modelo existente, orienta e facilita a atribuição de significados, criando sentimentos que nortearão nossa forma de reagir a esses novos estímulos e emoções. Em última análise, nosso ‘Sistema Interno de Interpretação’ avalia e faz julgamentos baseado em parâmetros aprendidos anteriormente, e molda nosso comportamento, de modo semelhante ao ditado popular segundo o qual, ‘cachorro picado por cobra tem medo de linguiça…’

 

Os padrões de conduta aprendidos, utilizados pelo que aqui foi denominado de Sistema Interno de Interpretação, constituem-se no primeiro dos elementos formadores de nossos significados. O segundo elemento responsável por definir nossos significados é o próprio estado emocional em que nos encontramos no momento em que recebemos os estímulos, ou seja, qual o tipo e intensidade de emoção que nosso corpo manifesta.

 

 Essas são as duas fontes geradoras de significados, que por serem específicas para cada indivíduo, faz com que cada um dê valores próprios, distintos, para um mesmo fato concreto, criando assim diferentes realidades internas para seu dia-a-dia, logo, orientando diferentes atitudes e comportamentos.

 

Para ilustrar melhor como esses dois elementos atuam, o próximo tópico de nossas Reflexões apresenta exemplos de funcionamento desses mecanismos formadores de significados, mostrando como um sentimento é gerado por um padrão de conduta que se tornou automático e deu origem a um determinado comportamento, e como um comportamento pode ser definido por um estado emocional de momento.

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WALTER SANZOVO

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