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Reflexões

9. SR - O Que Torna Diferente um Semelhante

Se temos o mesmo destino e ‘equipamentos’ quase iguais, o que nos diferencia e torna Você, eu, cada um de nós um ser único?

Continuando nossas Reflexões, vale agora pensar um pouco mais sobre esse ser físico e não-físico que tem necessidades existências básicas, e que vive fazendo escolhas sobre os meios que utiliza para satisfazer essas necessidades. Como ele interage no ambiente onde vive? Como ele se relaciona com as pessoas, com as coisas e com os sistemas aos quais está exposto? Como ele faz suas escolhas?

Na estrutura e nas funções do ‘equipamento’ que utilizamos para experimentar a vida, somos basicamente iguais, ou muito semelhantes: todos, em condições normais, dispomos de um corpo com tronco, cabeça, membros superiores e inferiores, órgãos dos sentidos, além de funcionarmos, basicamente, da mesma maneira.

 

Tal semelhança é facilmente perceptível, ainda que encontremos indivíduos que possam ser mais altos, outros mais baixos; alguns mais gordos, outros mais magros; um pode ter pele mais escura, outro ter pele mais clara; um pode ter voz mais aguda, outro, mais grave.

 

Ou seja, analogamente a um computador pessoal ou a um celular por exemplo, mesmo que um equipamento desses seja branco e outro preto; ainda que um seja mais pesado e o outro mais leve, um mais largo outro mais ‘slim’; o fato é que os ‘hardwares’ são semelhantes e se prestam, de modo geral, a executar as mesmas funções.

 

Nesse sentido, o que nos torna semelhantes é que possuímos o mesmo ‘hardware’, o mesmo equipamento, ou seja, o mesmo corpo, e, fundamentalmente, temos um destino comum (pelo menos até a morte) que é a satisfação de nossas necessidades existenciais fundamentais.

 

Mas, possuindo o mesmo ‘equipamento’ e vivendo às vezes até no mesmo ambiente o que nos torna únicos, diferentes? O que transcende a nossa condição de semelhante?  

 

Mantendo a analogia com um notebook ou um celular, percebemos que o aquilo que nos diferencia é nosso ‘software’; são nossas programações, nosso interior; é o que nos faz escolher meios específicos, diferentes, para satisfazer nossas necessidades comuns!

 

Dessa forma, se compararmos um indivíduo e seu irmão gêmeo univitelino – uma cópia exata com as mesmas características corporais, iguais em tudo, dos pés à cabeça – submetidos ambos aos mesmos cuidados, à mesma educação; aos mesmos elogios, aos mesmos castigos e repreensões; aos mesmos princípios de conduta familiares, religiosos e culturais; passando pelas mesmas experiências, submetidos aos mesmos estímulos… ainda assim, em seu interior eles seriam diferentes, pois a forma como cada um registra, assimila e reage às mesmas experiências é única, é específica.

Percebe-se, pois, em cada indivíduo uma formação única em seu interior, um ‘programa operacional’ que carrega inicialmente na sua memória, já ao nascer, toda herança genética de seus pais e antepassados.

 

A esses traços herdados, que vão além das características físicas e se constituem também nas tendências básicas que influenciarão seu comportamento (‘Nossa! Tem os olhos da mãe, mas é pavio curto igual ao avô…‘), irão somar-se todos os registros emocionais e sentimentos das experiências vividas no ambiente onde esse indivíduo se desenvolverá.

 

Imagine se você perder seu computador ou seu celular e eu lhe disser “empresta o de seu amigo, afinal, todos eles têm tela, teclado, entradas USB… você pode usar do mesmo jeito…”; mas aí você responde com toda razão: “só que as informações, as memórias que estavam no meu equipamento eram específicas, elas são diferentes, únicas, são só minhas… “.    Essa característica interna única é a diferença crucial entre os semelhantes, e com mais um agravante, que é o limite onde termina nossa comparação com um equipamento tecnológico de última geração: não existe, em nenhum lugar, cópia de segurança de nós mesmos! Nós não temos ‘back up’!

 

É através dos registros interiores das experiências vividas que serão formatados seus hábitos, suas crenças, seus valores; serão criados seus recalques e seus padrões próprios (suas ´programações’) de proteção, de defesa e de reação.  Isso ocorre com todos nós: todas essas características – herdadas e adquiridas –  constituem uma base individual de registros emocionais e de sentimentos, que norteiam nossas percepções e nossas avaliações, moldando nosso comportamento e gerando escolhas diferentes, próprias de cada um de nós.

 

É assim que nos diferenciamos uns dos outros – para melhor ou para pior…  As escolhas de meios distintos para satisfazerem necessidades comuns, escolhas essas originadas das características individuais internas específicas, são também uma manifestação dessa individualidade, dessas diferenças entre os seres.

 

O conjunto ‘hardware e software’ (equipamento e programas), assim como as dimensões físicas (corporais) e não físicas (intelecto, sentimentos e dimensão espiritual), como também os pares opostos de necessidades (conexão e reconhecimento; certeza e variedade) são apenas outras facetas da dualidade do ser humano, que também se mostra sintetizada no conjunto que chamamos de corpo e mente.

 

Essa dualidade, que é a expressão maior das oscilações da vida, aparece escancarada aos nossos olhos quando percebemos emoções e as interpretamos atribuindo-lhes uma denominação, que as transforma ora em sentimentos positivos, ora em sentimentos negativos.  Este será o tema do próximo texto que compõe nossas Reflexões .

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WALTER SANZOVO

• Mentor • Psicanalista •
• Hipnoterapeuta • Coach •

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